sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Você tem vida sexual?

-Acho que não...

Bem essa foi a conversa proferida pela irmã e pela aniversariante de uma festinha que eu fui ontem. Outro exemplo:

-Você vai pra casa pra estudar e humilhar as pessoas que tomam cerveja e jogam sinuca.

Obviamente não passou pela minha cabeça ir pra casa por estar preocupado com minha namorada que estava doente... nerds não pensam isso. E dessas duas conversas eu tirei três conclusões:

1)Sobre as pequenas coisas.

Muita gente mais próxima diz que eu encuco com as pequenas coisas. Realmente acho que elas tem razão, mas tem um motivo pra isso. É infinitamente mais lógico uma pessoa mentir (mudar de assunto ou mesmo fugir dele também são opções populares) sobre uma coisa grande do que uma pequena. São nas pequenas coisas, que elas juram que vão passar desapercebidas (e passam, geralmente), que as pessoas são sinceras. É o motivo das perguntas aparentemente nada a ver que você ouve dos profissionais da psique, e você achando que a figura abaixo não fazia o menor sentido né? Talvez não faça mesmo.

gosto desse em especial.

2)Qual a visão das pessoas sobre os Nerds.

Nerds não tem vida social. Se você é um nerd que se dedica minimamente aos estudos, é bonitão, rato de academia, e bom de papo (sé é que essa combinação existe), você não tem a mínima chance de ter uma vida social ativa. Crime é discriminação de raça (juridicamente falando, antes que alguém venha com o conceito biológico), credo, sexo(entra aqui opção sexual), idade e, esse quase todo mundo esquece, nacionalidade. Ser nerd entra em qual desses, credo talvez, ou raça, até mesmo opção sexual. Mas um processo com esse assunto certamente seria motivo de piada. Pense nisso...

3)Vale a Pena ser Nerd?

Se fosse nos anos 80 eu não pensaria duas vezes em responder: não! Não pelos inúmeros motivos citados acima (e acreditem quando eu digo que o preconceito nessa área é terrível, e o pior, socialmente aceito, e pior ainda, socialmente estimulado) era MUITO perigoso ser nerd. Não são poucos os casos de agressões sinistras, algumas resultando em mortes por afogamento e etc.

Mas parece que com a queda do muro de berlim a disputa virou multipolar na escola também (NerdsXPopulares para PopularesXPopulares, vide caso do parque da cidade, tudo isso por causa de uma garota, ahhhhhh, o romantismo medieval está de volta com tudo.LINDO) e hoje mais do que nunca se aplica o teorema de Angus, o comilão.

É óbvio que o mundo precisa de nerds, ou você acha que o bullying anti-intelectualista das escolas americanas não teve efeito nenhum? A queda na qualidade dos alunos, e diminuição da procura de cursos superiores de ciências e a procura na Índia de cérebros na área de computação foi mera coincidência né. As pequenas coisas mudam o mundo, mas quem disse que aquele popular que só quer pensar em pegar gatas consegue ter uma visão dessa. Nerds são inteligentes, e sabem quem se dá bem na parada e que o objetivo em suas vidas é deixar descedência fértil. Resultado: mimetismo e fim dos nerds.

Mas e o Angus, o comilão?

É ameiiiixa!

A teoria de Angus Bethune sobre os nerds ( e as bactérias multirresistentes) é simples, mas é o ponto alto do filme. Quando um elemento estranho
é adicionado à um sistema, ele sistema trata rapidamente de eliminá-lo e geralmente consegue. Mas quando o elemento estranho consegue resisitir e levar o sistema a exaustão, e soltar um sonoro: "Ainda estou aqui, babaca!", o sistema não tem outra escolha a não ser se adaptar ao elemento estranho. Então, todo vez que o elemento estranho for atacado, ele tem que resistir, e de novo, de novo e de novo. Uma hora o sistema cansa.

Então caros amigos, hoje a pergunta certa não é "vale a pena ser nerd?". A pergunta certa é:

Quanto você é capaz de resistir?

Frase do Dia:
"Pra você ficar bom só falta você arrumar um hairstylish (ficar bonito), um personal stylish (se vestir bem e não qeu nem um mulambo), e um perfume (deixar de ser fedido)..."

Fernanda, a aniversariante

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Assassins Célèbres


Essa é a continuação do anterior, e serve pra fechar os pontos que ficaram em aberto e finalizar a Prequel de Sacred City, que é pra onde tudo vai no final. De bônus coloco o "Trailer" no final do texto. Esse dois textos forma primariamente criados para explicar alguns eventos que ninguém entendia, e pode ser comparado a Animatrix, Resident Evil 0 e Metal Gear Solid 3.

Preto, Vermelho e Dourado. As cores da bandeira de Sacred City. O Dourado representava as riquezas da cidade mais afortunada de Old Country e também do mundo. O negro e o vermelho servem para mostrar que a fortuna sempre vem acompanhada de morte e sangue. Um quadro pitoresco. Nesta noite, o preto e o dourado seriam a cortesia de Night Goldie , o vermelho viria do corpo do velho homem arremessado pela janela. As últimas palavras são algo que deve ser dito para ser lembrado, algo para alguém fazer referência, mas assim como o último beijo, você nunca sabe que é o último até acabar. Deve-se estar atento na escolha destas palavras.

-They say that, like a angel, you know how to fly Goldie.
boa escolha.
-Yeah, but you don´t.

Não tinha certeza de que o que brilhava naquela noite eram as estrelas ou os estilhaços de vidro, mas tinha certeza de que assim como os anjos, os demônios também tem asas, negras como a noite e brilhantes como o ouro. Sabia também que essa era a única história que conhecíamos sobre Night Goldie, recém incorporada à Six. Fazia muito tempo desde a noite em que a Six foi criada, a mesma em que Day Casablanca foi embora.

-Why didn´t you kill her?
-The wrong man in the right place can make the change, Day. A bad or a good change...It´s all a matter of good and bad cops, baby.
-Yeah, but tell me, this one behind us are good or bad cops?

Não fica tão boa quando contada direito... mas não fui escolhido para essa noite sem motivo. Só tinham sobrado 2 balas na minha arma, tinha usado duas para Fever, mais especificamente para a parede de sua casa. E outras duas para nos livrar da outra viatura... tempos difíceis, mas não mais difíceis que conseguir 25 milhões.

Dois policiais. Dois tiros. Dois corpos. Um pneu furado no nosso carro. A chuva não permitiu que Casablanca controlasse o carro e acabamos beijando a parede. Fiquei quase completamente cego. Não tinha certeza de que o que brilhava naquela noite eram as estrelas ou os estilhaços de vidro, mas tinha certeza de que uma nova visão de mundo se abria para mim. Nunca mais vi Casablanca depois daquela noite. Dizem que ela ficou desfigurada de rosto, outros que ela morreu, outros que ela não anda mais. O sofrimento é obrigatório, porque a dor é uma opção dos outros.

Naquela noite também foi decidido o novo rumo de nossa vida. Six disse o que precisava ser ouvido. Em toda a história da humanidade diversas coisas já foram bons negócios e deixaram de ser. Terras, especiarias, prostituição, guerras, viagens, ouro, prata, genocídio. Mas só uma não deixou de ser um bom negócio: a morte. A morte é inerente a fisiologia do ser humano, mas não é inerente a sua mente. Decidimos que iríamos usar o dinheiro para criar uma agência de assassinos profissionais. A idéia era simples:

Muito, muito dinheiro. Tarefa simples. Acabar com algo que é destinado a acabar de qualquer maneira. Seríamos grandes, decidiríamos a vida ou não de uma empresa: bang, nunca achei reflorestamento uma boa ideia. Mudaríamos a cotação do dólar, mudaríamos regimes políticos: bang, entra no poder um ditador que matou mais que o exército do anterior. A moral nunca foi nosso ponto forte.

A profissão do poder, e o poder atrai e corrompe. E por ter mais habilidade com o poder que escolhemos Danny Six para ser o gerente da agência. Esperto, organizou trabalhos filantrópicos e rapidamente conquistou a simpatia do povo. E seus votos, tornando-se o Governador e naturalmente Presidente. Seu prestígio era tanto que levou Diego Eldorado ao cargo de senador, logo em seguida ao cargo de presidente da Suprema Corte. O restante de nos seguiu caminhos diferentes, de acordo com sua vontade.

Goldie era a única assassina do grupo original. Silenciosa, hábil e bonita, se destacou rapidamente por sua capacidade de invadir locais e alcançar os alvos. Matava sem dor, a não ser que ela quisesse que você sentisse dor. Uma valkíria, uma ninja, um anjo, um demônio. Não importava o que ela era e nem o que o alvo fazia. Ela cumpria seu dever.

River teve outro filho, filha para ser mais exato, com Vicky Cristina e ambos se juntaram à Six. John River sempre gostou de armas e como tal se especializou no seu manejo e no seu novo trabalho de guardacostas e braço direito de Six. Era também o porta voz da Six, uma empresa de filantropia, ou homicida, chame como quiser. Dizem que sua pontaria e habilidade no manuseio de armas de fogo só se compara a habilidade de sua mulher no manejo de armas brancas. Seu estilo era como o de um samurai, mais direto e violento que o de Night Goldie, e como tal servia melhor como chefe de segurança da Six. Era responsável também por encobrir nossas operações.

Bru Shotter foi outra que entrou para o grupo. Fotógrafa profissional e famosa por suas obras, foi convidada pela Six para ser responsável por sua publicidade e mostrar a imagem de uma empresa responsável e respeitável. Claro que o verdadeiro interesse era em suas habilidades de Sniper. Observava tudo de cima, como uma deusa. No campo de batalha ela decidia quem vivia e quem morria com o apertar de um gatilho.

A quinta era Fabi Mac, especialista em mecânica eletrônica, esposa de Danny, construía máquinas que não eram movidas a combustão, muito menos a vapor, eram movidas por coisas que ela chamava de chips. Dava o nome de "mecas" a esses inventos, de onde veio seu apelido. Além de tudo era especialista em explosivos e por esse motivo foi chamada por seu marido para elaborar a segurança não humana da Six. Colocava cordas invisíveis que chamava de Sensores, câmeras menores que as de fotografia, capazes de transmitir as imagens sem necessidade de rolos e claro, os seus mecas faziam parte dos guardacostas.

O sexto e último era eu. Era uma espécie de coringa, já que apesar de ser bom atirador, não tanto quanto River, e bom lutador, não tanto quanto Six, Goldie e Cristina, me dediquei a aprender a pilotar e me tornar o piloto de fuga da agência. Obviamente preferia me dedicar a outra área, mas com a saída de Casablanca, essa lacuna deveria ser preenchida.

Dessa forma, a Six, a escória da humanidade, uma agência para cometer homicídios que detinha quase o monopólio do ramo em Sacred City, a maior do mundo, conseguia trabalhar em paz devido à cobertura fornecida pelo presidente de Old Country e da Six e os processos atravancados por Diego Eldorado. Desse modo erámos vistos como heróis. E trabalhávamos cautelosamente como peças de um jogo de Xadrez.

-Yeah Six, we are like heroes now! That´s why I don´t like the poor, they never chose wisely.
-Indeed Eldorado.
-but there are no heroes or heroines in the war, Eldorado. You die, you suffer a dog´s death.
-Do you Really think that way Blind Henry?
-Garlick the name, and yeah, I think, Goldie.
-Maybe you just worry to much Garlick...
-I agree sweetheart.
-Maybe, but don´t think so Vicky and John.
-Let´s forget about this and celebrate.
-Good idea Danny Boy!
-Ok, Danny, tintin!

Além da Six, haviam ainda outros dois assassinos independentes: A primeira era Piper Maru da qual não se sabia quase nada, exceto sua habilidade excepicional em quase todos os campos. O segundo era o silenciador, do qual só se sabia de que quando ele aparecia, pessoas morriam. E corria o boato de que ele estava na cidade.

As más notícias sempre correm rápido.

É isso galere, aí acaba Noir, a prequel de Sacred City. Não gostei muito dele como texto, só postei porque o Prince pediu, mas como filme me parece uma idéia interessante. E por falar em filme aí está a idéia do Trailer. Tenho que traduzir o diálogo para inglês, mas dá pra ter uma idéia.

Uma cocota, promotora, comendo no restaurante favorito dela. De repente chega um cara que ela nunca viu na vida e diz:

-Oi, você poderia me dar um minuto da sua atenção?

-Claro.

-Sabe...você deve achar estranho um cara chegar e falar isso mas ontem eu sonhei com você. Sonhei que nós estávamos nesse restaurante e aqueles caras ali atrás foram contratados para te matar por causa de um processo importante que você está participando. E o mais estranho, se eu te dissesse que no sonho eu era um assassino profissional que está com umas contas pendentes com a agência que contratou aqueles caras ali atrás e por isso quer se vingar... Loucura né, até parece que o da esquerda acabou de colocar a mão no bolso para tirar uma arma... De qualquer maneira, se você acredita em sonhos, sugiro que saia imediatamente, sem olhar para trás, de preferência por aquele caminho com uma multidão e me encontre na calçada...

Frase do dia:
.
"...E espero que goste de motos e armas. Foi um prazer."
.
By ???

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Noir


Onze e meia... a noite está fria como o coração do diabo, e no céu as estrelas brilham como diamantes. Não me lembro bem o que juntou nós 5 nesse suicídio, nem sei qual o motivo para alguns estarem eufóricos enquanto outros estão... blasé.

Meu nome é Garlick Henry, uma apelido se quer saber, assim como todos os meus amigos, mas sempre preservamos nossas iniciais. Na verdade meu verdadeiro nome só foi dito quando fui buscar ajuda do governo...
-Name, sir?
-Gustavo Henrique.
Tempos difíceis aqueles, em que o homem vende o nome em troca da sobrevivência...Um ex-policial que com a quebra foi chamado para cortar gastos. A segurança sempre foi dispensada por essas bandas...A população tem coisas mais importantes para se preocupar do que com a garantia de viver... A ignorância é uma benção, e mentir para si mesmo é o melhor jeito de ser feliz.

Falei de cinco não foi? O primeiro sou eu.
O segundo é John River, engenheiro, tinha dinheiro até a quebra, agora ninguém mais cuida dos prédios já construídos, logo ninguém mais constrói prédios. Tempos difíceis, para ele e para sua garota, Vicky Cristina, uma bela garota sem dúvida, dizem que seu beijo é como o beijo dos anjos devem ser, e que brigar com ela é como uma viagem ao inferno. A mulher perfeita se me permitem dizer...
-You´re not gonna do this, you fag!
-Please Sweetheart, I´ve always do what the other think it´s right. But what we got with this? DEATH, Death to our dreams, death to our happiness, DEATH TO OUR SON!...Now I´m coming with dead to rights.
O filho de River morreu em um assalto, logo depois que John teve que dispensar os seguranças por falta de dinheiro...Vicky o perdoou, mas ele nunca conseguiu se perdoar. Estava nervoso, provavelmente por causa da discursão...ele ama aquela mulher, deve ter seus motivos. Tempos difíceis, em que o homem vende seu amor em troca da sobrevivência.
.
O terceiro era Danny Six, um campeão de luta, também engenheiro e também perdeu tudo na quebra, menos sua esposa. Nunca disse o nome dela, talvez para evitar fazer propaganda para a concorrência, a única coisa que sabia era que ela só o chamava pelo apelido de Danny Boy e Nerd ... Junto com River, Six era o responsável por traçar o nosso plano de invasão e da maneira mais rápida de se chegar ao cofre. Tempos difíceis, em que o homem vende a honestidade em troca da sobrevivência.

O Quarto era Diego Eldorado, advogado famoso de famosos, só grandes e nobres causas... Serial Killers, calotes no governo, falências suspeitas, divórcios milionários. Faliu junto com seus clientes e seu diploma em Havard não lhe ensinou como viver sem um apartamento em Wall Street. Teria se matado se não fosse por Carol the Persian, moça prendada e sua esposa. Certo dia lhe foi oferecida uma vaga em Havard em troca de Persian. Ele recusou. Sinal de que sabe que uma mulher que lhe ama é muito melhor e mais importante que uma vaga na universidade.

Hoje não passa de um comparsa no crime que seria cometido. Foi encarregado de mentir no escritório de Terras do governo para conseguir a planta da casa e um empréstimo para conclusão do nosso plano. Tempos difíceis aqueles em que o homem vende a honra em troca da sobrevivência.

A Quinta era Day Casablanca, nos conhecemos por contas das colunas que escrevíamos no jornal New York Times, e apesar de fazermos a mesma coisa, nunca tinhamos nos visto pessoalmente. Tinhamos interesses em comum: Drogas, melancolia, exploração arqueológica, jornalismo...mas os mais importantes eram dois. O primeiro era o interesse em armas, já que foi ela que conseguiu o nosso armamento com uma fonte jornalística dela. O segundo e o mais importante era o suicídio, que seria o único interesse que teríamos em invadir a casa de um milionário em plena crise... Tempos difíceis, em que o homem vende sua sobrevivência em troca da felicidade.

Onze e meia... a noite está fria como o coração do diabo, e no céu as estrelas brilham como diamantes. Não me lembro bem o que juntou nós 5 nesse suicídio, nem sei qual o motivo para alguns estarem eufóricos enquanto outros estão... blasé. Mas me lembro bem os motivos que nos levaram a escolher eu e Casablanca para invadir a casa. Eu, como ex-policial, era o melhor atirador e ela a melhor motorista. E me lembro bem os motivos que nos levaram a aceitar, morrendo ou vivendo, sairíamos ganhando.

Entramos na casa, sala de visitas, sala de jantar, escada, corredor, quarto do casal. Com o barulho da abertura a mulher fugiu. Fui atrás dela, Casablanca ficou para abrir o cofre. Consegui derrubá-la e apontei a lanterna em seu rosto. Meu único e verdadeiro amor, Fever Oliveira, de uma tradicional família de judeus. Falou que o marido estava fora, fora buscar seu filho em uma festa. Fever não me reconheceu. Lutar, atirar, foram sempre as únicas coisas que eu sempre fui bom, mas pelo menos sempre lutei pelo o que acreditava. Meu único e verdadeiro amor, Fever Oliveira.
-Kill her now, we are hurry in here ok?
-Ok DC, go to the car, I´ll get this done.
.
Casablanca foi para o carro me esperar, nas mãos 25 milhões de dólares em diamantes. Diamantes, assim como os interesses, são eternos. A vida, assim como o amor, é passageira. Meu único e verdadeiro amor...Até que a morte os separe, certo? BANG,BANG, my baby shoot me down.
-My beloved die, my bank account rise... a fair trade.
.
Sai da casa com a certeza de que Fever estava morta para mim, mas ainda estava respirando e com saúde. Mentir para si mesmo é a melhor maneira de ser feliz...
-Why didn´t you kill her?
Tempos difíceis, em que o homem vende sua honra, seu nome, sobrevivência, honestidade, felicidade em troca de uma mulher que nunca vai poder ter.
-The wrong man in the right place can make the change, Day. A bad or a good change...
.
Frase do Dia:
"It´s all a matter of good and bad cops, baby."
Garlick Henry

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sempre está no último lugar que você procura


Politicamente Incorreto?

I´m Back in Black. E Antes de mais nada, eu pensei nesse posts antes de ver o último do Café Frio. Acompanhem, será um post com polêmicas e revelações.

Como foi o último beijo que você deu no seu último grande amor? Que pergunta boba né? Mas é claro que foi... Como é que foi mesmo? Não ficarei supreso se você não se lembrar, afinal quem saberia que aquele seria o último? E se você soubesse que aquele seria o último, você se lembraria ou tentaria ainda mais esquecer?

Eu nunca fui bom em lembrar das coisas, se esse post fosse escrito em Corrente-PI como era para ter sido, provavelmente teria detalhes que eu não me lembro agora. A maior prova de que não sou bom em lembrar é que de todos os sonhos que eu tive na minha vida eu só consigo me lembrar de três.

Invejei o Travesseiro!

O primeiro eu ficava mudo, o que me levava a um desepero absurdo, mas que hoje eu vejo como somente um reflexo de que de fato quase ninguém escuta o que eu falo mesmo.

O segundo foi mais ou menos assim (primeira vez que eu falo desse sonho) :

Eu chegava cansado em casa, uma casa que tinha tudo o que eu queria , e me deitava na cama e cochilava. Um empregado chegava perguntando se eu ia querer alguma. Eu dizia que não. Logo chegava uma cocota e me dava um abraço. Pensei, deve ter vindo me visitar.

Então ela se deitava na cama e eu percebia que não era só ela que chegava e sim diversos amigos, alguns com casais curiosos, inclusive o John e uma cocota claramente oriental, dái que eu falo que ele vai se casar com uma =P.Uma festa?

Enfim, percebia então que a cocota tinha cochilado e ia acordá-la e, para a minha surpresa, ela me dava um beijo, um beijo bobo, de rotina, pegava minha mão, colocava em seu ventre e dizia :
-Seis meses já!
Percebendo minha cara de bobo, ela completava:
-Do seu filho, bobo.

Naquele momento, apesar de ter sido tudo um sonho, eu juro que era um dos momentos mais felizes da minha vida, o momento de felicidade e paz plenas. Naquela hora eu sentia que eu tinha fechado a conta e passado a régua. Pra quem está curioso a cocota era facilmente reconhecível e era a Fernanda Sanchez, talvez fruto do poder de sugestão de uma frase antiga do Rábula, que ele jura de pé junto que ela disse. O Gustavo é o homem da minha vida...Talvez fosse outro Gustavo.

E foi da lembrança desse sonho que eu fiz esse quadro aqui debaixo.

"Il Bacio" By De Araújo 2008

Depois eu aprendi como se sente o homem que aposta todas as fichas no cavalo errado e depois fica devendo mais do que podia pagar.

Pois bem, o terceiro sonho é de fato o mais desgastado por minha fraca memória e que de fato eu so me lembro dos detalhes importantes. De algum jeito eu estava próximo de uma cocota, de olhos fechados e soltava a famosa (pelo menos para quem visita o blog) frase:

-Quer casar comigo?
-Não...só namorar.

e me dava um beijo que corresponderia ao sexo de fazer as pazes e que eu chamo de beijo de começo de namoro, desajeitado, meio tímido, meio cansado de ter esperado tanto tempo para ser dado. É isso, fim do sonho. Não sabia se já estava enamorado com a cocota do sonho, não lembrava do rosto, lembrava muito vagamente da voz, nem do corpo, nem de nada. Só da frase e do beijo. O último beijo do grande amor da minha vida? De fato

De fato só consigo me lembrar também de três últimos beijos.

O Primeiro foi no aeroporto, a cocota ia pegar um avião para ir embora, e provavelmente nunca mais veria ela. Ela parecia chorosa, lhe disse que se ela chorasse eu ia embora, tática que eu aprendi com minha mãe, que sempre dizia isso quando ia me deixar na escola. Ela engoliu seco, ou molhado, não sei, e me beijou, um beijo semelhante ao do terceiro sonho, talvez seja o modelo, já que isso aconteceu antes do sonho. Tentei falar tchau, ela também, as palavras não saíram. Me arrependo de as últimas palavras que disse a ela terem sido: "se você chorar eu vou embora". O pai dela sorriu e se despediu, acho que nunca gostou muito de mim... a sogra se despediu com um abraço forte, fazia aulas de forró com ela, ela adorava dançar. Achei melhor não ligar pra ela, já que ela não me ligou. Nunca mais fui ao aeroporto depois disso.

O Segundo foi no Pontão, comemorando eu ter passado em Medicina no final do segundo ano. Só eu e minha namorada, que tinha prometido que ia ficar em Brasília se eu passasse e blábláblá (só ler o post das lembranças dolorosas). Eu contei pra ela e ela me olhou com um olhar triste e me deu um beijo seco, mas demorado. Claro que eu não entendi nada, principalmente quando ela foi embora sem falar nada. Nunca mais consegui falar com ela. TENSO. Fui saber da história toda por uma amiga, que acredito ser uma fonte confiável.

O Terceiro foi na porta da casa da cocota, e sem dúvida é o que é mais estranho eu lembrar, já que eu não sabia que seria o último, aliás, tinha certeza que não seria, parecia que ia tudo tão bem. Talvez eu só me lembre porque alguém em fez a pergunta do início do post no mesmo dia, e como estava fresco na memória, acho que por ter repetido acabei arquivando. Eu disse que ia visitá-la no dia seguinte e ela me disse que por causa dela eu não estava estudando mais e ia deixar de ser nerd e virar burro. Eu ri e disse que a semana estava folgada, deu um beijo e me despedi, com a certeza de que aquele não seria o último. E se eu soubesse que era?

Bem eu não gosto de ser mudo ou de falar sozinho, então peço a colaboração de você para me responder, como foi o último beijo que você deu no seu último grande amor?


Frase do Dia
"Eu não posso ter encontrado a mulher da minha vida porque ela vai estar no último lugar em que eu procurar."
By Insight

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nada mudou

Bem, vou viajar e só volto dia 26, logo o blog vai ficar um pouco abandonado, talvez eu consiga fazer uma postagem, e pra evitar que vocês (sera?) venham aqui todo dia, eu já dou a data da próxima postagem.

Bem, já se passaram alguns dias de 2009 mas a impressão que fica é que nem saí de 2008, afinal as mesmas coisas que eu odeio e que ocorreram com certa frequência (o IH digita de acordo com o acordo ortográfico) já ocorreram esse ano. Confesso que isso tira um pouquinho do otimismo típico de começo de ano, daquele que você tem uma ideia e acha que tudo vai mudar por causa disso. Continuam as promessas não cumpridas, o azar quase cômico e outras coisas.

Mas quem sabe o ano realmente termina em primeiro de abril, e ainda tem um montão de tempo pra esse ano acabar.

Reclamaram esses dias que eu não fiz um post sobre as coisas legais que aconteceram em 2008, então ai vai 5 peças de entertenimento que eu considerei maras esse ano. Nada sério, nada que vai mudar o mundo, mas algo que interesse a muitas pessoas. Sim eu sou modinha. E sim, vale muito a pena assistir todos os vídeos, afinal, vocês terão muito tempo pra isso.

#5 - Lançamento de Metal Gear Solid 4

Um filme levemente interativo. Pra muitos uma crítica, afinal se trata de um jogo e não de um filme, para outros tantos justamente o motivo de ser tão especial. Faço parte do segundo grupo e acho incrível como uma história repleta de clichês consegue ser um sucesso absoluto. Mas tenho que dar o braço a torcer, apesar do medo de que a série virasse uma paródia de si mesma, o último capítulo de Solid Snake surpreende e consegue igualar o primeiro em qualidade e supera o bom Sons of Liberty e o medíocre Snake Eater.

#4-Watchmen

Vou ser sincero, esse só não pegou o primeiro lugar porque só foi lançado um trailer e não o filme completo. Aclamada por 9 em cada 10 leitores como a melhor HQ já criada, Watchmen trata de uma sátira aos heróis do universo DC e busca inspiração em um universo bem peculiar: E se Nixon ganhasse sozinho a Guerra Fria com a ajuda de um super herói e Watergate nunca tivesse existido?

#3- Quantum of Solace

007 reinventado. Qualquer um acharia loucura colocar Bond, James Bond como um bobão apaixonado em começo de carrera que atira primeiro, atira mais uma vez, joga uma granada, e depois que todos estão mortos ele começa a fazer perguntas. Mas deu certo, e esse filme desenvolve bem o agenta da MI6 de Cassino Royale. Além de ter uma das melhores sequências de car chase do cinema.

#2- Grey´s Anatomy

Tá certo, tá certo, esse seriado já está na quarta temporada e eu só comecei a acompanhar esse ano, mereço 50 chibatadas. Mas antes tarde do que nunca, e acredito que como ER (AKA Plantão Médico) inspirou uma geração inteira para a medicina, uma nova geração virá: Cirurgiões por causa de Grey´s Anatomy, Clínicos por causa de House. O que me atrai nessa série é que ela reflete bem minha vida depois dos 16 anos, é sério, se quiser saber pelo que passei é só prestar uma atenção especial no George. A única diferença é que o George pega a Grey (e um bee lusho na vida real, INVEJA), quanto a mim...

#1- Capitu

Grata surpresa. Acho que essa é a melhor definição para essa série do tamanha de saia de piriguete (isso se ela já não estiver sem sainha...). O motivo para gostar dela é o mesmo que o de Grey´s Anatomy: Identificação com a personagem, nesse caso com o bentinho criança. É fato que a cena do vídeo é muito parecida com meu primeiro beijo de verdade e se o pessoal do verdade ou consequência perguntasse, certamente seria uma história interessante de se contar.

E pra vocês, qual os melhores produtos de entertenimento desse ano que passou?

Frase do Dia

"Do it? Dan, I'm not a Republic serial villain. Do you seriously think I'd explain my master-stroke if there remained the slightest chance of you affecting its outcome? I did it thirty-five minutes ago."

Ozymandias, de Watchmen

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Top 5 empregos dos sonhos

#5 - Assassino Profissional

Muito, MUITO dinheiro. Tarefa simples. Acabar com algo que é destinado a acabar de qualquer maneira. "E a moral?", gritarão alguns apressados. Acho que alguém que tem um assassino na cola não deve ser exemplo de pessoa com moral. "Deus?". Algo me diz que os assassinos não acreditam em alguém que vai com certeza mandá-lo para um lugar pior e de quebra não acreditam em um ente todo poderoso que não os impede de matar um atrás do outro.

Claro que não gostaria de ser um pistoleiro, que sai por ai matando qualquer um que não agrade o patrão, gostaria de ser dos grandes, daquele que decidem a vida ou não de uma empresa, que mudam a cotação do dólar, que mudam regimes políticos igual mudam de roupa. A profissão do poder, e o poder atrai e corrompe.

#4 - Prostituto

Sexo sem compromisso, e com a possibilidade de arranjar uma mulher rica que queira te tirar dessa vida. Prazer para quem não tem. Praticamente um serviço social, algo de bom pra sociedade. Mulheres feias? Quem não tem um dia ruim no trabalho, qualquer que seja a profissão.DST´s? Alto nível, camisinha obrigatória.

Uma vida para não se pensar em nada, apenas malhar para ficar bonito, nada de intelectualismo que não leva a nada, só à tristeza. (Essa só entrou porque a imagem é muito boa hihihi. =P)

#3 - Jogador de Futebol

Todo brasileiro sonha em ser jogador de futebol, e quem diz que não quer, bom sujeito não é, ou tem um empresário ruim, ou lhe falta um pé. Dinheiro, fama, reconhecimento. Servir de inspiração para milhares de crianças. Ganhar tanto dinheiro que poderia doar grandes quantias para projetos sociais e nem sequer sentir falta.

Viver a vida fazendo o que se gosta, trabalhando uma vez por semana, em um ambiente alegre e descontraído, viajando pelo mundo, com uma esposa bonita, uma casa gigantesca e um futuro garantido.

#2 - Piloto

Dos empregos moralmente corretos, esse é top. Minha preferência seria pela categoria de motos, mas qualquer uma seria boa. Tipo de esporte que garante os maiores salários, se vive a vida como um jogador de futebol, fazendo o que se gosta, viajando pelo mundo, pilotando as máquinas dos sonhos, comendo nos melhores restaurantes, dormindo nos melhores hotéis, dirigindo os melhores automóveis.

Sem contar estando ao lado das cocotas mais bonitas, que apesar de dizer que não saem com os pilotos, no momento da comemoração deixam os 46 da vida molharem até sua alma com espumante.

#1 - Ladrão

Novamente, queria ser um dos grandes, um verdadeiro Robin Hood, com a parte de dar os lucros aos pobres como opcional. Um roubo. Compro-me sete carros, 8 motos, duas casas e um hotel. Meses de planejamento para operações delicadas. Quem não gosta de viver perigosamente? Errou um crime? Um bom advogado, algumas ligações e estou pronto para outra.

Um emprego para se aposentar aos 27 e curtir a aposentadoria precoce em uma ilha particular, afinal eu sempre odiei os malditos turistas na minha praia. Nela só minha mulher e meus dois filhos.

Frase do Dia:
"There are no heroes or heroines in the war, you die, you suffer a dog´s death"
Solid Snake ( serve e muito pra quem, como eu, acha que devemos fazer o certo na vida.)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Top 5 lembranças dolorosas

Bem, estou mega deprimido com a maré de azar, então um post depressivo e um prato cheio para a Roses.

#5-7 anos na Cadeia Municipal de Brasília

Vou ser sincero, enquanto os quatro restantes tinham motivos de sobra para ter lugar cativo nessa lista, o quinto lugar foi uma disputada bastante [contradição]animada[/contradição] entre "7 anos no CMB", "Porque eu odeio chocolate" e "porque eu odeio chuva". Mas como os dois últimos estão relacionados com o número três, resolvi tratar das torturas passadas na cadeia.

Vou começar dizendo que conheci muita gente bacana nesses anos, mas acredito que nenhum torturado ache a casa de torturas boa só porque conheceu gente bacana lá. Aliás, o máximo que essas pessoas podem fazer é tornar o lugar menos insuportável.

Diversas coisas me marcaram nessa passagem. O fato de o tratamento dispensado aos nerds se assemelhar bastante ao de filmes americanos, exceto no caso de se tratar de um nerd campeão de judô do Centro-oeste (estou olhando pra você Daniel). O segundo motivo seria o grande problema de sempre se perder pessoas queridas pelas malditas transferências; você cria uma amizade forte e do nada a pessoa tem que se mudar para o outro lado do país. Terceiro o fato de que a opinião é algo inadimissível nessa instituição e quarto por ser a personificação de tudo o que eu odiava, incluindo ai playboys que pisam nos outros, mulheres que dão fora nos caras que gostam dela (com anexo de que tomei 50% dos meus foras lá, os outros 50% foi no Prevest) e outras coisas que não gosto nem de lembrar.

4- Papai Noel não existe.

Não é bem o fato do Papai Noel não existir, mas sim o que isso representou no meu entendimento da minha estrutura familiar e também na visão de meritocracia.

Sempre achei que o Papai Noel vinha para recompensar os que se comportaram bem durante o ano e isso incluia se isolar e não ter amigos para conseguir boas notas, afinal, por algum motivo, era esse o único mérito que o Santa reconhecia, ignorando de maneira estranha a capacidade de fazer amizades e pegar gatas...

Enfim, descobrir que o Claus era uma maneira perversa de me tornar ainda mais isolado do mundo para conseguir boas notas foi um choque, porque desnudou que na verdade era mais um dos mecanismos para tentar compensar com presentes todo o sofrimento que se acumulou ao longo desses anos e até mesmo, apesar de querer acreditar com todas as minha forças que não, a falta de amor pater/maternal.

3- Nunca fui beijado no Verdade ou Conseqüência.

Dizem que toda brincadeira tem um fundo de verdade, bem, esse é o fundo de verdade de eu sempre dizer que sou BV. E todos sabemos o que essa brincadeira que envolve canetas girando, verdades inconvenientes e consequências convenientes tem por objetivo.

Além de ser um atalho óbvio para se conseguir informações para a prática de milhares de blackmails, de indiretas constrangedoras (Gustavo, conte sobre sua primeira vez de novo) e de revelações indesejáveis nos almoços de família, esse simpático(lítico) game também é a forma mais fácil, rápida, em 60X sem juros no super carnê Casas Bahia e sem preocupações de se pegar aquele(a) gatinho(a) de quem você está super na dele.

E eu, como bom pré-adolescente, sempre participei da brincadeira com esse intuito. O problema é que essa merda nunca funcionava pra mim. Sempre arranjavam um jeito de me desqualificar, mas cacete, esse jogo não tem nenhuma maldita regra. E eu, como em todas as coisas da minha vida, tinha conseguir sempre do jeito mais difícil. Porque eu nunca consigo do jeito fácil?

E porque eu odeio chocolates e chuva? Estava chovendo no dia do primeiro fora que tomei, e o segundo ocorreu depois de entregar uma caixa de chocolates (na verdade eu já não gostava antes, mas esse episódio passou a me dar verdadeiro nojo dessa delícia negresca). E antes que alguém faça eu faço: "só dois foras, você também só chegou nelas né? hihihi" tu-dum-tshhhhhh

2-Meu amor também mente.

Bem, apesar da Vanessa não acreditar, eu nunca trai uma cocotas, por mais que isso seja difícil na visão de que homem é tudo igual/cafajeste/só quer me comer/dançarino de lambada. Mas já fui traído. Porém, antes que meus amigos se animem em tentar me chamar de chifrudo, a traição não foi nesse sentido, até porque mulher tem momentos de genialidade e você só descobre esse tipo de coisa se ela quiser (ou for muito burra).

O caso é que minha última namorada, em 2006, queria que eu fizesse medicina, e eu também me interessava em fazer porque é sempre bom ter um médico na família. Entretanto, o pai dela pensava em uma transferência para o começo de 2008. Porém, ela me prometeu ficar comigo caso eu conseguisse passar em medicina em uma faculdade pública e o bobão aqui acreditou. O negócio se complica quando a família dela descobre as intenções da cocota e muda da água pro vinho (leia-se deixa de mexer os pauzinhos) a situação da transferência, adiantando ela em quase um ano.

O bobão aqui, desesperado claro, estuda igual um condenado, e, mesmo sem poder cursar depois, presta vestibular pra ESCS. Fato é que fruto de muito estudo e de uma verdadeira iluminação divina, o jovem nerd consegue aprovação em Medicina em uma faculdade pública no final do segundo ano e antes da viagem da cocots. Um mês depois ela se mudou pro Rio e eu nunca mais a vi.

Moral da História? Nunca prometa o que não pode cumprir.

1- Minha Mãe também mente.

Everybody lies. A white lie, a black lie, a big lie, don´t really matter. O que importa é que no final todo mundo mente. Não sei quanto a vocês, mas eu prefiro a verdade, não importa qual seja, à dúvida ou à mentira.

Quando eu era pequeno já desconfiava que todo mundo era mentiroso, justamente pela influência da minha mãe. Aliás, até hoje eu tenho essa desconfiança do mundo. Faz mal claro, afinal a alcunha de pessimista da cara fechada não faz bem a ninguém, mas sempre me protegeu de decisões precipitadas.

Entretanto a mentira que mais fez mal a minha vida veio justamente da santa inquisidora da mentira, a minha mãe. Um dia quando tinha, acredito eu, sete anos eu perguntei para ela: "Mãe, o que atrai as mulheres?". Era Respondeu com uma única palavra: Inteligência.

Mal sabia eu que era mais uma influência do intricado quebra-cabeças para me transformar no Frankenstein papa provas de seleção. Se soubesse não teria seguido esse conselho e estudado igual um doido nos melhores anos da minha vida. Teria ido a academia, virado playboy e pegado gatas. Conheço vários jovens que fizeram isso, tomaram pau uma ou duas vezes no Vestibular e no final passaram do mesmo jeito. E sem jogar a adolescência no lixo.

Frase do Dia:
"Everybody Lies"
House M.D.